terça-feira, 11 de novembro de 2014

Cantor e Compositor Sabino Show

 Sabino Show, Grande compositor do Baixo Parnaíba, começou a sua careira artística ainda menino na zona rural de Miguel Alves-PI.
  O seu primeiro instrumento musical foi uma guitarra, de madeira feita por ele mesmo, pois os seus pais não tinham condição financeira de colocar ele em alguma escolar de música naquela época, as coisas eram muito difíceis para sua família tão humilde seu pai era lavrador e sua mãe dona de casa.
  Sabino Show foi crescendo com aquele dom de ser artista, ele teve a oportunidade de mostrar o seu trabalho para os seus fãs nas festas nas qual o mesmo tocava na zona rural.
  O maestro da Banda de Música Santa Cecilia, de Miguel Alves, soube da notícia que tinha um tocador na região que tocava guitarra, pois o mesmo se interessou pelo jovem artista da terra conhecido por Sabino Show, daí começou a ter aulas de músicas, o maestro na época gostou muito dele então o mesmo resolveu ensinar o seu aluno, a tocar os seis tipos de instrumentos musicais, por exemplo: Guitarra, Contrabaixo, Violão, Acordeom, Bateria, e teclado.
  Hoje Sabino Show, é uma referência para todos os artistas da região, que querem ingressar no universo da música.
  Chegou a ter um Grupo Musical, por nome Trio Dourado, a música que fez muito sucesso foi Amor de Menina Nova.
  Atualmente o nosso Pop Star Sabino Show, tocar nos bares, nas feiras livre, nas festas, nos Shows.
Esse artista é um exemplo vivo para todos que admiram o seu talento é um gênio  na composição musical.
                       
                           Edição e imagem : Richarle Tuira
                           Maiores informações falar comigo
                           E- mail: richarletuira@hotmail.com


quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Rio Parnaíba: O Velho Monge Agoniza



  A história das civilizações está sempre ligada à vida a beira de algum rio: o Tigre e Eufrates, na Mesopotâmia; o Ganges e Indo, na Índia; o Nilo, no Egito; o Mississipi e Colorado, nos Estados Unidos. No caso do Nilo, sua importância era tão vital para os egípcios, que se dizia ser o “Egito uma dádiva do Nilo”. Embora o Piauí também seja uma dádiva de um rio e dos seus afluentes - o Parnaíba, o piauiense não dá importância para essa fonte de vida. Segundo especialistas, o rio não viverá mais do que trinta anos, se nada for feito em prol da sua preservação.

  Para os índios, os nossos rios eram fontes de alimentação e o seu principal motivo de lazer. A história da colonização do Piauí começa com a chegada de sertanistas atraídos pela perenidade do Parnaíba, com a intenção de desenvolver a pecuária, uma vez que, o litoral e as zonas mais próximas se destinavam a cultura da cana-de-açúcar, atividade que não combinava com o boi solto. No Piauí, seus campos de capim mimoso facilitaram essa cultura, e assim, a capitania se tornou o criatório de gado bovino, abastecendo o Brasil-Colônia e a Metrópole, de couro e carne, e de animais de tração. O boi era de pequeno porte e dotado de cornos desenvolvidos chamado piauí. Fazer piauí, na linguagem dos vaqueiros, era levantar e torcer o sabugo da cauda de um boi, para derrubá-lo ou encostá-lo ao mourão, a fim de ser facilmente ferrado. O Piauí se fez pela criação de gado, e a criação de gado, se fez pelo rio Parnaíba e seus afluentes.


  Apesar de ser um rio federal, o Parnaíba é um rio quase que piauiense, pois tem 75% de sua bacia hidrográfica no Piauí, ocupando 99,39% da área do estado. A maioria dos seus afluentes está em terras piauienses. Já no século XVIII, muitos percebiam a importância econômica do rio Parnaíba. Em 1814, Baltazar de Sousa Botelho de Vasconcelos foi o primeiro governante a subir este rio. De viagem a Oeiras, onde assumiria como governador, percebeu o isolamento da capital, e propôs a mudança da sede do governo do Piauí, para as margens do Parnaíba. Em 1844, o então presidente da província, Zacarias de Góis e Vasconcelos, em assembléia, deu início à idéia da navegação do rio Parnaíba, considerando como “a necessidade mais urgente do Piauí”. Com a criação da Companhia de Navegação do Rio Parnaíba, constituída em 1858, o Piauí se tornou grande exportador de produtos vindos do extrativismo, e chegou a ocupar o 7º lugar entre os estados brasileiros em valor de exportação. Até a primeira metade do século XX, o rio foi a nossa estrada líquida, que promoveu, principalmente, o desenvolvimento das cidades ribeirinhas, com destaque para a cidade de Parnaíba, entreposto de exportação e importação.


  Mesmo com a sua importância histórica, sendo fonte de vida para piauienses, maranhenses e por muitas vezes, salva vidas nas secas do Nordeste, o rio Parnaíba vem, há muito, sendo desprezado. O primeiro golpe veio com a desativação dos órgãos que cuidavam do rio, como a Companhia de Portos, Rios e Canais, e DNPVN – Departamento Nacional de Portos e Vias Navegáveis. O segundo golpe veio com a barragem de Boa Esperança. Ao contrário do que seu nome sugere, este barramento do rio, que deu origem a Usina Hidrelétrica Marechal Castelo Branco. Inaugurada em 1970, foi outro duro golpe para o Velho Monge. O projeto não respeitou o Código das Águas, de 1934, que estabelece que o barramento projetado para aproveitamento da energia hidráulica deve satisfazer também as exigências de navegação, irrigação, conservação, livre circulação de peixes, perenização do rio e proteção contra inundações. A barragem de Boa Esperança seccionou o rio, para os peixes e barcos, comprometendo toda sua preservação. Não tem se quer, escada de peixe, nem eclusa. Para essas correções, a bacia do Parnaíba não pode continuar sendo objeto-penduricalho da CODEVASF, tem que ter a sua própria companhia.


  Assim, com a contribuição do homem, com os desmatamentos, queimadas, destruição da mata ciliar, poluição pelos esgotos, assoreamento, o rio agoniza e clama por socorro. Com o assoreamento do leito do rio, o Parnaíba, onde o índio pescava com a mão, deixou de ser um rio piscoso. Nem a sua principal área de preservação não é respeitada, pois o Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, com mais de 700 mil hectares, ainda não está instalado, está apenas criado no papel, desde 2002. A área das nascentes é o berço do maior rio genuinamente nordestino, um patrimônio brasileiro protegido pelo Código Penal. No Parque das Nascentes, estão os riachos formadores do Parnaíba, como o Água Quente, Surubim, Lontras, Uruçuí Vermelho e Parnaibinha.


  Mesmo estando bem representado nas Armas do Piauí, hino, brasão e bandeira, o rio Parnaíba não tem a atenção, dos piauienses e dos brasileiros, para o pedido de socorro que o Nilo Piauiense pede. Além de fonte de vida, ele poderia ser a nossa redenção econômica, através da navegação, da irrigação, da piscicultura, do turismo, e de outras atividades. O rio Parnaíba ainda é a principal justificativa para a conclusão do tão sonhado porto de Luís Correia, através da produção de alimentos e com a restauração da sua navegabilidade. Como o rio Mississipi, nos Estados Unidos, onde se escoa grande produção de grãos, o rio Parnaíba pode deixar os nossos produtos competitivos, transportados por um custo módico, através de barcaças.


  Apesar de estarmos sobre um aqüífero, o Piauí deve ter compromisso com os nossos mananciais, com as futuras gerações. Lembrar que a água doce e potável é um bem finito, e já é objeto de grandes debates internacionais. O Piauí deve se juntar ao Brasil e ao Mundo em busca de soluções, das mais avançadas tecnologicamente, para preservar esse patrimônio da humanidade. A água abundante e pura é o sangue da Terra. Salvemos, então, a nossa fonte de vida – o rio Parnaíba!


  A Constituição Federal, no Capítulo VI, Art. 225, Inciso VI:


  “Cabe ao Poder Público promover a Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e a conscientização pública para preservação do meio ambiente”; ao “Poder Público e a coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.


  Como preservar o Rio:


  É fácil, apenas é necessário desenvolver sua educação ambiental:


  Não faça queimadas; não jogue lixo nas margens dos rios;

  Não desmate as margens dos rios, riachos e córregos;
  Não lance dejetos, animais mortos no leito dos rios;
  Seja um defensor dos rios e avise as autoridades competentes que o rio está sendo maltratado.

  Informações / Alertas:

  IBAMA - linha Verde
  0800 61 8080
  linhaverde@ibama.com.br
 www.ibama.gov.br

 Diderot Mavignier 

  Fonte: http://www.acesso343.com.br/2008/09/rio-parnaba-o-velho-monge-agoniza.html

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Top piauiense Lais Ribeiro é a exclusiva da Versace para Riachuelo no SPFW

 Após desembarcar no Brasil  no início de outubro para desfilar durante o Elle Fashion Preview para a Ellus – grife que foi garota-propaganda na última temporada ao lado do galã Cauã Reymond -, Lais Ribeiro faz nova passagem relâmpago pelo País durante o São Paulo Fashion Week para cruzar a passarela da coleção especial que a Versace lança em parceria com a rede varejista brasileira Riachuelo. A apresentação acontece na quinta-feira (06), às 21h, no Parque do Ibirapuera.
  A passagem da angel por aqui será rápida. Ela chega na capital paulista na manhã da quinta-feira e deve voltar para Nova York, onde mora, logo em seguida, já que está envolvida com as provas de roupa para o grande show anual da Victoria’s Secret, que acontece no início de dezembro, em Londres, na Inglaterra.
  O desfile da Versace para a Riachuelo é um dos grandes acontecimentos da temporada de moda nacional. Todo o lançamento será acompanhado por ninguém menos que Donatella Versace, diretora criativa e herdeira da grife italiana. Ela chegou em São Paulo na manhã desta terça-feira (04) e promete ver de perto o desenrolar de sua parceria com a moda brasileira.
  A campanha da coleção foi estrelada por Adriana Lima. A angel não virá ao País para o SPFW, mas será muito bem representada na passarela pela piauiense Lais Ribeiro.
   Fonte: Com inf. de Terra Brasil

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Ponte sobre o rio Parnaíba em Miguel Alves – uma grande ideia.


 Houve um tempo que se dizia que Miguel Alves era fim de linha. Só ia lá quem tinha negócio a tratar. Quem assim falava não estava criticando a Terra do Arcanjo não. Estava simplesmente falando a verdade, porque a PI 112 tinha asfalto só até União. As estradas ligando Miguel Alves a Porto, Nossa Senhora dos Remédios e Barras praticamente não existiam. A travessia para o estado do Maranhão era através de canoas, barcos e de um solitário pontão que ficava lá na Chibança, onde os carros atravessavam para Pimenteiras/Coelho Neto. Hoje a travessia para o Maranhão  está mais rápida, apesar de continuar sendo feita por pontão.
  
 A situação melhorou muito. Hoje, além da PI 112 está totalmente asfaltada, os acessos para os demais municípios da região estão mais fáceis. De Miguel Alves para Porto, por exemplo, o asfalto já é uma realidade. Já tem até ônibus da Translopes  fazendo linha. E não tarda chegar o asfalto de Miguel Alves a Barras.
Mas a travessia para o Maranhão vai continuar sendo feita pelo pontão? Tá na hora da classe política de Miguel Alves e a população começarem um movimento em prol da construção de uma ponte sobre o rio Parnaíba, ligando Miguel Alves a Duque Bacelar-MA. trata-se de uma obra que seria a porta de entrada para o vizinho estado do Maranhão, além de se criar uma nova rota turística para os Lençóis Maranhenses.
  Reconhecemos que não será uma conquista fácil, mas é preciso lutar e reivindicar  do governo do estado, cobrar empenho dos deputados estaduais e federais, bem como dos senadores que sempre foram muito bem votados no município, no sentido de conseguir viabilizar essa obra que será de fundamental importância para o desenvolvimento, não só de Miguel Alves, mas de toda região.
Está na hora do povo de Miguel Alves começar a cobrar a construção dessa ponte. Só lembrando que os irmãos deputados, Themístocles Sampaio e Marlos Sampaio já anunciaram que vão lutar pela construção de mais uma ponte sobre o rio Parnaíba no município de União. Então, não podemos dormir no ponto.
Fica a ideia. Que ela seja abraçada por todos aqueles que querem ver Miguel Alves crescer. Só lembrando a deputada Regiane Dias, e o deputado Cicero de Malhães, foram bem votado aqui em Miguel Alves, e nunca trouseram nada para o nosso município.
 Blog: do Assis Dutra

sábado, 1 de novembro de 2014

A igreja de Cupins Está Abandonada

   Há dois dias atrás publiquei um artigo com o título: Uma viagem pela zona rural de Miguel Alves. A região visitada foi a de Cupins, distante a uns 54 km da sede do município. No artigo destaquei os casarões de Cupins, dentre eles a Igreja, um patrimônio cultural do nosso município que infelizmente está em ruína.
Hoje recebi um e-mail do professor Orlando Torres Filho, um miguel-alvense de alto prumo intelectual radicado no Rio de janeiro, no qual manifestou toda sua indignação ao ler o artigo e ver as fotos da igreja de Cupins, em estado deplorável.
Confira o texto do professor Orlando enviado nesta quarta-feira, 19:
“Assis:
   Sinceramente, não consigo entender por que deixaram chegar a uma situação tão constrangedora um monumento da envergadura como o da igreja de Cupins. As imagens por si sozinhas chocam, assustam, envergonham. E o que é pior: denunciam que em Cupins parece não haver ninguém que entenda que o velho templo católico representa um patrimônio cultural de valor inestimável, e no rol dos que têm uma boa parcela de culpa pelo vergonhoso descaso podemos envolver, sem dúvida, tanto o filho do seu Eudóxio como os membros da associação de moradores local.
  Quanto à possibilidade de recuperação do bem em ruínas, com certeza existem verbas, sim,  no orçamento da União,  para esse tipo de despesas, bastando para isso que sejam envolvidas pessoas como o prefeito do município, no caso a Salete que vai assumir agora, e os deputados que têm recebido votos na região e com a qual tenham mesmo alguma afinidade. Em razão disso, sugiro, então, que procures a Salete, uma católica praticante e membro de uma família reconhecida pelo apoio que sempre deu a tudo que estivesse ligado à Igreja, com o objetivo de conscientizá-la da necessidade de recuperar um bem que é parte da história de Cupins. É que só  assim a população atual e as vindouras da referida localidade terão a garantia de venerar o passado pela conservação de um “palco” onde, ao longo de algumas décadas,  ocorreram festividades religiosas marcantes não apenas para os cupinenses, mas também para toda uma população adjacente, que comparecia em massa, nos períodos de festejos, para batizar seus filhos, para se casar, enfim, para reverenciar o santo de sua devoção. Sugerido isso, peço a Deus que tenhas sucesso nessa tua empreitada cultural, pois do contrário em pouco tempo a monumental estrutura de cunho religioso de Cupins terá o mesmo fim que teve outro esplendoroso bem cultural de Miguel Alves: o velho casarão do Olho d’Água dos Azevedos, para cuja construção, como sabemos,  foi utilizada tão somente mão de obra escrava. Que bem valioso perdemos, que edificação histórica se foi, e como outra de  valor cultural tão importante também caminha, a passos largos, para o mesmo fim, caso não se tomem as devidas providências logo!”
  Tudo que foi dito pelo professor Orlando Torres Filho é a mais pura verdade, pois infelizmente em nossa cidade prospera a triste mania de não zelar pelas coisas valiosas do município. E temos muitos exemplos a serem dados. O casa grande da família Sousa Mendes no Centro do Desígnio, a casa grande do São José dos Monteiros, onde morou por muito tempo o Sr. José Eulálio. Os casarões de Santa Julia (A casa de marada, a casa do engenho, a loja, os armazéns, a república, a casa dos tonéis, que foram os  primeiros a serem destruídos ainda nos meados dos anos 70, pelo grupo que comprou aquela grande fazenda que pertencia ao grupo GECOSA, e onde morou o ex-deputado federal Ezequias Costa.
  Espero que um dia alguém de suma importância no contexto político do nosso amado torrão compreenda as minhas preocupações e resolva cuidar bem da nossa terra, não apenas edificando novos prédios, mas preservando os que ainda resistem às investidas do tempo.
    Fonte: Portal Acesse: Miguel Alves
    Matéria reproduzida. A mesma foi publicada em 20 de março de 2013.
    
   

CANTOR JOÃO CORAGEM LANÇARÁ SEU PRIMEIRO DVD AO VIVO NA CIDADE DE MIGUEL ALVES, SUA CIDADE NATAL

O cantor miguelalvense João Batista Sousa Cardoso, conhecido popularmente como João Coragem  estará lançando o seu primeiro DVD ao vivo a partir das 21 h  no dia 20 de dezembro de 2014 no Caldos e Caldos Bar, localizado na Rua Mariano Mendes em frente à Praça José Rego, no centro da cidade de Miguel Alves.
  Mesmo com toda uma trajetória de dificuldades carregada de muitos sofrimentos conseguiu com muita luta,fé  e ajuda de amigos  através de tratamentos  sua plena recuperação em que era vítima do alcoolismo e discriminação.
  Depois de aceitar e cumprir  todo o tratamento psiquiátrico e voltar as atividades profissionais, vem conquistando a cada dia a aceitação da sociedade e recebendo convites para sua participação em vários eventos, onde tem como dom cantar e tocar teclados nos diversos ritmos e músicas  em serestas, regae, MPB, forró, bem como toca violão  musicas nacionais e internacionais.
  Graças ao seu trabalho, João Coragem  já conseguiu comprar um teclado e violão, sendo que atualmente já vem pagando sua Previdência Social, pela atividade profissional  exercida.
  O cantor miguelalvense João Coragem tem como empresário o amigo Sebastião Sales que muito tem o incentivado, contribuindo com sua volta artística no mundo da música, tendo o acolhido em sua residência com apoio moral,profissional e assim como em seu tratamento médico.
  Contatos para shows com o cantor João Coragem em diversos eventos:(86) 9950-5075(Tião Sales)
  Fonte: Portal Miguel Alves

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Walter Pinheiro apresenta PEC que acaba com reeleição e unifica mandatos

Foto: José Cruz/ Agência Senado
  A retomada do debate nacional em torno da reforma política levou o senador Walter Pinheiro (PT-BA) a apresentar, nesta quarta-feira (29), proposta de emenda à Constituição com uma série de mudanças político-eleitorais: o fim da reeleição para cargos do Poder Executivo; a coincidência das disputas eleitorais nos níveis federal, estaduais e municipais; e a unificação dos mandatos eletivos em cinco anos. A matéria aguarda indicação de relator na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).
  “O objetivo central da proposta que ora apresentamos, assim, é dar maior razoabilidade e eficiência ao processo eleitoral, e conferir ao eleitor o poder de, por meio do voto, determinar aos eleitos uma maior harmonia e sintonia de propósitos, eliminando-se distorções e divergências que decorrem de eleições alternadas”, explica o autor na justificação da proposta.
  Reeleição e mandatos
Paralelamente ao fim da reeleição para presidente da República, governador e prefeito, o petista sugere a extensão de seus mandatos de quatro para cinco anos. Essa ampliação deverá alcançar também deputados estaduais e federais e vereadores. O mandato de senador, hoje de oito anos, será reduzido para ter a mesma duração dos demais.
“A extinção da reeleição deve levar em consideração que o mandato presidencial de quatro anos é excessivamente curto”, pondera Pinheiro.
  Ele ainda avalia a coincidência dos mandatos no Executivo e Legislativo como “uma imposição necessária para assegurar menor instabilidade política”.
Sobre a diminuição do mandato de senador, considera o prazo de oito anos um “anacronismo”. Segundo Pinheiro, o mandato “excessivamente longo” causa distanciamento entre o eleito e o eleitor e não responde às demandas de uma sociedade “dinâmica, informada e participativa”.
  Regras de transição
  Para viabilizar a aplicação da PEC 35/2014, são definidas regras de transição, como a aplicação das mudanças dirigidas aos cargos de presidente, governador, senador, deputados estadual, distrital e federal somente aos eleitos em 2018.
  A regra prevê duas situações excepcionais. Uma refere-se aos senadores eleitos em 2014, que, em vez de saírem em 2022, deverão permanecer até 31 de janeiro de 2024. A outra diz respeito aos prefeitos e vereadores eleitos em 2020, que terão seu mandato encurtado para três anos. Esses ajustes se justificam, conforme Pinheiro, para viabilizar a coincidência de todos os mandatos eletivos em cinco anos.
  Fundo partidário e propaganda gratuita
  Mais duas regras de transição são estabelecidas pela PEC 35/2014 para disciplinar o direito ao Fundo Partidário e à propaganda eleitoral gratuita. Entre a primeira e a segunda eleição geral realizada após a aprovação dessa emenda, esse acesso será limitado aos partidos que alcançarem, na última eleição para a Câmara dos Deputados, 3% dos votos apurados (excluídos brancos e nulos), distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 3% do total de cada um deles.
  Já entre a segunda e a terceira eleição geral após a promulgação da emenda, somente poderão gozar desse direito os partidos que obtiverem, na última eleição para a Câmara dos Deputados, 4% dos votos apurados (excluídos brancos e nulos), distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 3% do total de cada um deles.
  A regulação definitiva do tema deverá impor aos partidos, entretanto, as seguintes condições de acesso: contar, na última eleição para a Câmara dos Deputados, com 5% dos votos apurados (excluídos os brancos e nulos), distribuídos em, pelo menos, um terço dos estados, com um mínimo de 3% do total de cada um deles e ter elegido ao menos um representante para a Câmara ou Senado no pleito imediatamente anterior.
  Posse e referendo
 A PEC 35/2014 modifica ainda a data de posse do presidente da República, de governadores e prefeitos, que passa a acontecer no primeiro dia útil seguinte ao dia 1º de janeiro do ano seguinte à eleição.
  Por fim, condiciona a entrada em vigor da emenda constitucional à sua aprovação em referendo popular, a ser realizado no último domingo de outubro de 2016. O único dispositivo com vigência imediata diz respeito ao acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao horário eleitoral gratuito, observadas as regras de transição relacionadas ao assunto.
 Fonte: Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

A importância da reforma política e por que ela não saiu do papel

Foto: Arte / Zero Hora

Tema é discutido há anos no Congresso e gera controvérsias em relação à maneira como deve ser formulado e ao conteúdo.

No primeiro discurso após o resultado da eleição, a presidente Dilma Rousseffreforçou que está disposta a dar prioridade à reforma política — tema discutido há anos no Congresso Nacional, mas que nunca saiu do papel.

— Meu compromisso, como ficou claro durante toda a campanha, é deflagrar essa reforma, que é responsabilidade constitucional do Congresso e que deve mobilizar a sociedade num plebiscito por meio de uma consulta popular — disse a petista na noite de domingo.

A defesa de um plebiscito para levar adiante a mudança no sistema político gerou controvérsias em sua própria base aliada. Líderes peemedebistas, correligionários do vice-presidente Michel Temer, reagiram. Presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) acredita que o melhor caminho é aprovar um projeto no Legislativo e, depois, submetê-lo a um referendo popular, como na proibição da venda de armas de fogo.

— Um dos maiores recados dados aos governantes nas ruas em 2013 e, agora nas eleições gerais de 2014, foi que a sociedade está atenta, madura e exigindo ser ouvida com mais assiduidade e mais respeito — afirmou o parlamentar em nota.

Entenda por que a reforma política não colou
A diferença entre a ideia de Dilma e a de Calheiros consiste no seguinte: no plebiscito, são feitas perguntas sobre assuntos que podem compor a proposta; no referendo, a sociedade diz sim ou não a um projeto já formulado.

Mas, afinal, o que torna a reforma tão importante para o Brasil? O deputado Henrique Fontana (PT-RS), que foi relator de uma proposta que tramitou no Congresso, detalha:

_ O sistema político define a forma pela qual vão ser eleitos todos os governantes, as regras do jogo democrático e, portanto, a constituição do poder que decide todo o resto das nossas vidas. O poder que vai decidir a estrutura tributária, os investimentos, o orçamento. É como se fosse o alicerce da grande construção que é a democracia do país. E nosso alicerce tem problemas estruturais. Ou ele sofre uma reforma profunda, ou vai para um desgaste cada vez maior.

Propostas defendem fim do financiamento por empresas 
Francisco Fonseca, docente da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), diz por que a reforma ainda não saiu da gaveta e os políticos seguem perdendo credibilidade.

— O sistema é fundamentalmente protetor das elites, não permite que se faça reformas estruturais, como taxar grandes fortunas, delimitar tamanho de propriedade, grandes questões que mexem com as elites. Ele funciona de maneira travada: nenhum partido político chega com grande maioria ao Congresso, tem de governar com 15 partidos, grande parte dos partidos é conservadora. Esse é o grande entrave — analisa.

O professor de Ciência Política considera o financiamento público de campanha a "reforma das reformas", assim como Claudio Lamachia, vice-presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que encabeçou um projeto de iniciativa popular ao lado de outras entidades e movimentos sociais.

— A principal reforma é, sem dúvida, a proibição de financiamento de campanhas por parte de empresas. Se pegarmos o custo da campanha eleitoral de 2010, que foi quase R$ 40 bilhões, e transportamos para a expectativa que se tem para 2014, temos R$ 75 bilhões. O que se poderia fazer com esses recursos investidos em saúde, educação e saneamento básico? Mas o ponto de maior contrariedade que eu tenho não é nem o valor. Essas empresas não doam, elas investem, porque recebem de volta em prestações de serviço, em obras públicas. E isso acaba viciando o sistema como um todo — defende Lamachia.

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Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), Aloísio Ruscheinsky explica que a reforma política não passou no Congresso por divergências em relação àquilo que ela deve representar.

— Existe um conjunto de proposições que estão em disputa de poder, com interesses políticos, econômicos e até culturais. É importante lembrar a diversidade do Congresso Nacional, dos partidos e dos interesses. Não é fácil chegar a um acordo para contemplar o mínimo ou a maioria possível. Nenhuma reforma política vai contemplar a todos — ressalta Ruscheinsky. 

—  Seria equivocado dizer que a Dilma vai patrocinar uma reforma. A alteração da legislação é o Congresso que vai fazer. A Dilma pode ter interesse, mas é a maioria do Congresso que pode endossar uma proposta — acrescenta.

O deputado Fontana classifica três hipóteses como as mais fortes para saírem da gaveta: a votação do projeto de iniciativa popular, a consulta à população sobre temas através de plebiscito (resultado obriga o Congresso a alterar a legislação eleitoral) e convocação de assembleia constituinte exclusiva para tratar do tema.

Durante a campanha, a presidente defendeu o fim do financiamento empresarial para as campanhas, fim das coligações partidárias nas eleições proporcionais e tipificação do caixa dois em crime eleitoral, além da organização de um plebiscito. A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual participam OAB e CNBB, também defende a primeira proposta, assim como sistema proporcional em lista pré-ordenada e em dois turnos, alternância de gênero na composição da lista partidária, entre outros.
Fonte: Informações com base no Zero Hora

UOL destaca piauiense que saiu de Miguel Alves e faz sucesso mundial

  
   Aos 23 anos e prestes a subir novamente na passarela do glamouroso desfile anual da Victoria's Secret --que acontecerá em Londres, após 13 anos de evento nos Estados Unidos--, a top brasileira Laís Ribeiro só tem motivos para comemorar. Entre seus projetos mais recentes, ela marcou presença na Semana de Moda de Nova York, desfilando para nomes como Carolina Herrera, Diane Von Furstenberg e Jeremy Scott. A modelo também é o rosto da campanha de inverno da rede de luxo Neiman Marcus.
  Fonte: Com informações do UOL
    

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Professores entram de Greve em Miguel Alves

  GREVE! Nós servidores da Educação no município de Miguel Alves a 110 km ao norte de Teresina- PI, entramos em greve até que a Senhora Prefeita Salete Rêgo resolva a situação dos nosso salário de setembro, bem como parte de terço férias, Dezembro de 2012, ajuda de transporte, mudança de classe, de nível e muitas outras pendências, e hoje quinta-feira (16) realizamos uma assembléia que foi deliberada que hoje iniciaria a greve e que sairíamos pelas ruas da cidade passando pela prefeitura e secretaria de educação esclarecendo a população o porque da GREVE. O município está em estado crítico com essa administração sem planejamento.
  Fonte: Via Facebook: Ossian Melo
Fotos: Tiago Silva