domingo, 15 de outubro de 2023

Ceiça Torres: Uma cidadã do mundo promovendo cultura em Miguel Alves, no norte do Piauí

 

A Cultura e arte sempre estiveram presentes
na vida Ceiça Torres - Foto Divulgação
   No último sábado, dia 14, tive o privilégio de retornar mais uma vez ao município de Miguel Alves, na região do baixo Parnaíba, acompanhado da equipe do Sistema Move de Comunicação (Elielson Gomes e Carlos Eduardo, Cadu). Lá, realizamos diversas reportagens para o Move Notícias, como parte do projeto Move Indica – Gastronomia e Turismo, que você poderá acompanhar ao longo da semana.

 Durante essa visita, pude relembrar a importância de Miguel Alves na história do Piauí. Muitas pessoas desconhecem que este município é berço de figuras notáveis.    O renomado médico Clidenor de Freitas, uma eminente referência na medicina psiquiátrica e na política do Piauí, é originário de Miguel Alves. Outra figura destacada na política, o coronel Jofre do Rego Castelo Branco, ex-vereador da capital, também tem raízes miguel-alvenses. Além disso, a maior expressão do futebol do Piauí, Simão Teles Bacelar, também é natural deste município.

  Miguel Alves, situado às margens do Rio Parnaíba e abençoado por São Miguel Arcanjo, viu nascer grandes mulheres, como Laís Ribeiro, uma renomada ‘Top Model’ de sucesso internacional. Além disso, esse chão de luta deu origem a mulheres destemidas, protagonistas de suas próprias histórias. 

Ceiça posui uma energia contagiante - Foto Divulgação

  Gostaria de destacar o talento e a determinação de uma mulher que faz a diferença em Miguel Alves. Estou me referindo a Conceição Torres, carinhosamente chamada de Ceiça. Desde tenra idade, ela sonhou alto e almejou conhecimento além das fronteiras. Não só quis, como bebeu em outras fontes. Determinada, atravessou o Atlântico e estabeleceu residência na Alemanha, imergindo na cultura e no idioma da “República de Weimar”.

  Ceiça, carinhosamente conhecida como Koni, em Dusseldorf, no Oeste da Alemanha, explorou extensivamente o continente europeu e tornou-se fluente em cinco idiomas, transformando-se em uma cidadã do mundo. Após quase 20 anos vivendo na Europa, ela retornou ao Brasil há nove anos, mas nunca esqueceu suas raízes em Miguel Alves.

Sede do Espaço Cultural Coco Babaçu e demais projetos culturais
capitaneados por Ceiça Torres - Foto: divulgação

  Ceiça optou por fixar residência na cidade que a viu nascer e, dominando múltiplos idiomas, tornou-se uma tradutora, particularmente de obras de escritores germânicos.   Desde seu retorno a Miguel Alves, ela tem se esforçado para resgatar a cultura popular local. Com simplicidade e originalidade, Ceiça acolhe crianças no Projeto Cultural Coco Babaçu, onde mantém com dificuldade um Ponto de Cultura e a sede da ONG Viva Vida (que orienta pacientes na realização de transplante de célula tronco, em grandes hospitais na Alemanha).

  O Projeto Cultural de Conceição Torres oferece cursos e oportunidades de enriquecimento cultural para as crianças e jovens de Miguel Alves. A Biblioteca Comunitária Fileno Sousa é mais uma iniciativa desta batalhadora, que insiste na importância da leitura de livros físicos, algo cada vez mais raro nos dias de hoje.

Momento musical com Gabriel Egea durante o Chá das 5 - Foto Eduardo, Cadu 

  Aos sábados, Ceiça assume o papel de apresentadora de um evento transmitido pelo Instagram: O Chá das 5. Nesse encontro, ela reúne artistas e produtores culturais de diversas artes e crenças para um bate-papo descontraído.

No último sábado, tive o prazer e o privilégio de participar do Chá das 5 com a equipe do Sistema Move de Comunicação, onde discutimos temas relacionados à Comunicação, Cultura e Arte. Foi um momento ímpar onde tivemos sonoplastia de um grande artista local, Gabriel Egea que nos brindou com o melhor da MPB.

  Muitos em Miguel Alves talvez ainda não tenham percebido, mas essa mulher de estatura pequena é uma gigante na promoção da cultura local. Nossa homenagem Conceição Torres, uma produtora cultural que transformou sonhos em realidade, não apenas os seus próprios, mas também os de toda uma geração miguel-alvense.

 Uma mulher que eliminou do seu vocabulário as palavras dificuldade e crise, optando por realizar e fazer acontecer. Eis Conceição Torres, ou simplesmente Ceiça do Projeto Cultural.

Conceição Torres ou simplemente Ceiça do projeto
Cultural - Foto divulgação

 Fonte: https://movenoticias.com.br/colunas/ceica-torres-uma-cidada-do-mundo-promovendo-cultura-em-miguel-alves-no-norte-do-piaui/





domingo, 20 de agosto de 2023

A MULA SEM CABEÇA: uma lenda sombria do Piauí

Miguel Alves, 110 km da capital Teresina, era uma cidade pequena e pacata, aninhada no coração do Piauí, onde os mitos e as lendas sempre encontravam solo fértil para se enraizar. Entre todas as histórias fantásticas que povoavam a mente do povo, uma em particular despertava medo e fascínio: a lenda da Mula sem Cabeça.

        Os boatos corriam pelas vielas estreitas e becos escuros, sussurrados entre os moradores com uma mistura de curiosidade e temor. Diziam que, nas noites mais escuras, quando a lua lançava apenas um tênue raio de luz sobre a cidade adormecida, a figura terrível da Mula sem Cabeça surgia, vagando pelos campos e margens do Rio Parnaíba. Sua presença era envolta em mistério e presságio de desgraça.

    Nas proximidades da baixa dos festejos, um local isolado e sombrio durante os invernos rigorosos, foi onde a Mula sem Cabeça deixou suas marcas mais perturbadoras. Os relatos dos moradores eram consistentes: avistamentos assustadores, uivos que ecoavam pela noite e montes de pelos misteriosos espalhados pelo chão. Um pescador corajoso afirmou ter tido um encontro terrível com a criatura, descrevendo-a como um animal quadrúpede jamais visto na região, com um corpo coberto de pelos enormes e sem cabeça, que alternava entre andar de quatro patas e erguer-se ameaçadoramente sobre as pernas traseiras.
    A atmosfera de medo e aflição se intensificava à medida que rumores se espalhavam pela cidade. Uma jovem moça, alta, bonita e atraente, recentemente separada do marido sem um motivo aparente, tornou-se suspeita de ser a própria Mula sem Cabeça. A mulher morava nas proximidades da baixa, nas sombras adjacentes à Casa Paroquial, onde trabalhava como diarista nas casas dos nobres locais. A troca repentina do marido por outra esposa e as contradições em suas defesas alimentavam a dúvida e quase certeza de seu envolvimento com o sobrenatural.
    A jovem, agora sozinha para criar seus filhos e prover seu próprio sustento, enfrentava o peso do julgamento da comunidade. As comadres e vizinhas, antes próximas e solidárias, passaram a evitá-la, temerosas de que a maldição da Mula sem Cabeça pudesse se espalhar como uma praga. O clima pesado e carregado de desconfiança impregnava cada esquina da cidade, como se o próprio ar estivesse contaminado pela sombra do desconhecido.
    No auge do mistério, uma estudante corajosa, cuja mãe já falecera, testemunhou uma aparição da Mula sem Cabeça. Da janela de sua casa, que ficava nas proximidades da baixa, ela viu a criatura sinistra perambulando pela escuridão, seus passos pesados ecoando na noite silenciosa. A visão aterrorizante confirmou os relatos e reforçou a crença de que algo sombrio e misterioso habitava aquele lugar.
    Pela manhã, após essas aparições, moradores encontravam pelos soltos espalhados pelo chão, como vestígios de uma existência sobrenatural. A cidade vivia sob um constante estado de alerta, enquanto os uivos da Mula sem Cabeça eram ouvidos de tempos em tempos, ecoando pelos vales e provocando arrepios na espinha de todos que os ouviam.
    A tensão crescia à medida que a população tomava conhecimento de um segredo obscuro que envolvia o religioso da cidade. Rumores sombrios circulavam, afirmando que o religioso tinha filhos com mulheres cujas identidades eram mantidas em segredo. Embora essas mulheres e seus filhos nunca tenham sido localizados, os relatos alimentavam a possibilidade de que a Mula sem Cabeça fosse uma manifestação sombria dessa imoralidade. A dúvida pairava no ar, pesando sobre a moça que havia sido acusada de manter um caso amoroso com o religioso, aumentando ainda mais a suspeita de sua ligação com a criatura lendária.
    Na fatídica noite de uma quinta-feira, no dia 13 de um mês qualquer do ano de 1968, a cidade testemunhou uma perseguição épica. Um corajoso pescador se lançou contra a Mula sem Cabeça, travando uma luta corpo a corpo com a fera demoníaca. Seu facão amolado dos dois lados desferiu um golpe certeiro, ferindo o animal no braço ou na pata. O encontro brutal foi acompanhado pelos uivos aterrorizantes da criatura, que ecoavam por toda a vastidão do Rio Parnaíba, assustando os pescadores da região.
    Ao amanhecer, a cidade acordou com a notícia do confronto heroico. Movidos pela esperança de encontrar vestígios do ferimento no animal, os moradores procuraram alguém que pudesse ter sido ferido da mesma forma. E foi então que a moça, a protagonista dessa história sombria, apareceu nas ruas com um braço ferido. No entanto, em vez de contar a verdade sobre a sua ligação com a Mula sem Cabeça, ela inventou uma história de ter se ferido em casa. O parente doente que supostamente teria cuidado durante toda a noite não confirmou a história, lançando ainda mais suspeitas sobre sua pessoa.
    A aura de mistério que envolvia a cidade só se dissipou quando o religioso, anos depois, partiu para outro lugar, levando consigo os segredos que tanto assombravam a comunidade.     Os relatos de aparições diminuíram, tornando-se isolados, mas o medo e a desconfiança ainda ecoavam nas pessoas. A Mula sem Cabeça se tornara um mito vivo, uma lembrança das sombras do passado.

    Frederico A. Rebelo Torres – Escritor

    Para o blog Causos Assustadores do Piauí

terça-feira, 8 de agosto de 2023

A MULHER DE BRANCO

                                                               Miguel Alves - PI

    A Mulher de Branco, cujo nome se perdeu nas brumas do tempo, ou não se pode identificá-la, ao que tudo leva a crer, aprendeu a utilizar artifícios para se encontrar com seu amante. Ela criou uma aura de mistério em torno de si, envolvendo-se em um vestido longo e imaculado, adornado por um véu que escondia seu rosto. Diziam que seus olhos brilhavam intensamente e que ela emitia um suspiro apaixonado durante esses encontros furtivos. Ela era vista deslocando-se da Rua Humaitá (hoje Tácito Torres) em direção à Rua do Negros Velhos (hoje Av. José de Deus Lacerda) ou rumo ao sítio Encanto.

    A lenda conta que a jovem aparecia apenas quando a noite se mostrava densa e silenciosa. Ela caminhava pelas ruas vazias, deslizando graciosamente sobre o chão, e sussurrava uma voz sedutora e encantadora.

    Os encontros com a Mulher de Branco eram momentos de emoção e perigo. Alguns diziam que ela desaparecia de forma abrupta, deixando para alguns um susto imenso e, para outros, deslumbre e um sentimento de êxtase. Outros contavam histórias mais ardentes, afirmando que aqueles que se encontravam com ela eram abençoados com uma paixão avassaladora e uma vida repleta de felicidade ou seriam amaldiçoados para sempre. Outros acreditavam que ela era uma alma penada de uma jovem que teria tirado sua própria vida e vagava sem destino pelo mundo.

    A verdadeira identidade da Mulher de Branco, embora desvendada, permaneceu oculta, pois, se identificada ao público, poderia desencadear escândalos e arruinar reputações. Embora tenha sido essa história motivo de pavor no passado, dada a aparição dessa sinistra personagem, muitos homens se arriscaram a persegui-la, acreditando que ela fosse algo maravilhoso. Tempos depois, soube-se que poderia ser a Mulher de Branco uma jovem que estava disposta a arriscar tudo por seu amor, navegando nas águas perigosas do segredo e do desejo proibido, e que vestia-se daquela forma para não ser reconhecida. Contam ainda que a moça era amante de um importante homem público da cidade.

    A lenda da Mulher de Branco perdurou ao longo dos anos, alimentando os suspiros de amantes clandestinos e deixando a imaginação correr solta. Sua história romântica e ousada continua a ecoar nas ruas de Miguel Alves, fazendo com que as pessoas se perguntem se um amor tão intenso poderia realmente existir, mesmo sob as sombras da noite.

    Texto: Frederico A. Rebelo Torres – Escritor

    Para o blog Causos Assustadores do Piauí

sexta-feira, 23 de junho de 2023

GRANDE CIRCUITO TERESINA-MIGUEL ALVES

Arquivo Pessoal

        Um Brinde a Nova Parceria de Trabalho!

O intelectual, escritor: Richarle Tuira, da cidade de Miguel Alves. Visitou o Espaço Cultural da"SeaBrazil Internacional".  

 Foi recebido pelo prof. Carlos Seabra: Advogado de Imigração,Tradutor Oficial Juramentado do Estado do Piauí e formador de palestrantes e de profissionais multilíngues.

 Excelente acolhimento e ótimo diálogo.

 (86) 99959-7197

  Edição: Prof. Carlos Seabra


sábado, 15 de abril de 2023

Poeta Richarle Tuira participou da palestra- Tema: Sistema Nacional de Cultura & Conselhos Municipais de Políticas Culturais

Foto: Divulgação
Poeta e escritor: Richarle Tuira participou da palestra- Tema: Sistema Nacional de Cultura & Conselhos Municipais e Políticas Culturais: No Ponto de Cultura Viva Vida em Miguel Alves.
Ao lado do Francisco Pellé, ator, produtor cultural e com Jairo Araújo: Sociólogo e Produtor Cultural
e Conceição Torres: Professora e Produtora Cultural.
Foto: Conceição Torres
Poeta: Richarle Tuira com a atriz e Produtora Cultural Carlinha Senna participando da palestra Sistema Nacional de Cultura & Conselho Municipais de Políticas Culturais no Ponto de Cultura Viva
a Vida.
Obrigado
pela parceria de trabalho.


quinta-feira, 13 de abril de 2023

POPULAÇÃO DE MIGUEL ALVES SOFRE COM LIXÃO CÉU ABERTO

 

Foto: Richarle Tuira

Com o crescimento da cidade tem aumentado a quantidade de lixo gerado, tornando cada vez mais escassos os espaços disponíveis para deposição dos resíduos sólidos.

A cidade tem um traçado urbano de efeito estético moderno, contando com a maioria de suas ruas, praças e avenidas organizadas, permitindo aos habitantes locais e visitantes uma notável impressão do aspecto ambiental, proporcionando uma visão amena e agradável.

         A coleta de lixo é realizada diariamente na zona urbana depositando- o no antigo Aterro Sanitário Municipal, era uma área adequada, com capacidade para 10.800 toneladas aproximadamente, ou seja, 10 anos de utilidade para uma cidade com as dimensões de Miguel Alves.

No bairro Forquilha, foram observados hábitos de descarte do lixo doméstico nas vias públicas, em locais inadequados fora  dos  pontos  da coleta  de lixo urbana, diariamente tem uma empresa de fora que despeja dejetos de fossa, ocasionando danos ao meio ambiente, a saúde da população, causando mau cheiro, e a multiplicação de insetos e roedores transmissores de doenças, propagação de doenças transmissíveis, contaminação do solo e da água, através do chorume que sai do lixão e desce pelo córrego do projeto de arroz da empresa Agrobasa Pastoril, e desemboca no canal do rio Parnaíba, poluindo a água, ficando imprópria para o consumo humano.

Torna-se necessário conscientizar a população em relação aos benefícios que o sistema de coleta municipal urbana nos proporciona e ainda melhor se praticassem a separação do material para reciclagem, diminuindo assim a quantidade de lixo que vai para os lixões ou aterro sanitário, ajudaria a preservar e proteger o meio ambiente. 

Um ambiente saudável, faz-se necessária a busca de várias ações junto à população e órgãos competentes, a construção de um novo Aterro Sanitário, no município de Miguel Alves, garantindo assim a qualidade de vida, e a preservação do meio ambiente. É uma ação fundamental que justifica a utilização adequada desse Sistema de Coleta de Lixo Seletiva é o restabelecimento do aspecto estético dos locais onde o lixo é descartado, para que assim sejam evitados os danos ambientais.

Texto e imagem: Richarle Tuira

 

 

Crateras ameaçam destruir Morro da Torre em Miguel Alves

Foto: Richarle Tuira

As chuvas intensas registradas no Piauí nas últimas semanas aumentaram as possibilidades de um desastre no Morro da Torre, no município de Miguel Alves, a 112 Km de Teresina. Por lá, imensas crateras de mais de dez metros de profundidade se abriram no chão e já ocupam mais de três hectares na encosta do morro. A região fica próxima à dois populosos bairros da cidade, vacaria e Matadouro.

O processo erosivo do morro já vem de algumas décadas. Professora do município e geógrafa, Neide Andrade, que acompanha desde o início o surgimento das voçorocas, explica que elas começaram na década de 80 quando ali se instalou a empresa Sul América para produzir arroz nos baixões do morro. Todos os materiais, como seixo, barro, piçarra, para erguer as estruturas das duas fazendas da empresa como construir dique, drenagem, canais, estradas foram retirados das encostas do morro.

E como não houve recuperação da área destruída, o morro, assegura a geografa, vai aos poucos desmoronando. “Nesses dias de chuvas fortes se escuta um barulho assustador do material que desce pelas voçorocas arrastando tudo”, conta a professora Neide. O blogueiro Richarle Tuíra, que acrescenta ainda que a área é também impactada por moradores que provocam queimadas, jogam lixo e que falta fiscalização por parte dos órgãos ambientais.

Fotos:Richarle Tuira

Segundo o Secretário de Meio Ambiente do município, Paulo Gomes, a prefeitura ainda não iniciou nenhum trabalho para conter a erosão por se tratar de um projeto muito caro e que espera aprovação de emenda parlamentar para executar a recuperação das áreas degradadas.

A falta de atitude da prefeitura provoca críticas dos moradores, que informaram que ano passado o município recebeu 1,2 milhões de reais do ICMS Ecológico e não explicou onde aplicou os recursos, quando a prioridade deveria ser a recuperação do solo e mata das encostas do morro.

   O plantio industrial de arroz e os riscos para a saúde pública em Miguel Alves

 Foto: Richarle Tuira

Além dos problemas ambientes já denunciados por moradores da região em razão do plantio de monoculturas de modo industrial, há ainda outros riscos que tem tirado o sono da população. Atualmente, a empresa Agrobasa Pastoril está no comando do plantio de arroz em aproximadamente dois mil hectares nas Fazendas Ameixa e Pitombeira, no entorno de Miguel Alves. De acordo com os moradores, os herbicidas e inseticidas usados pela empresa no combate as pragas do arroz caem também no Rio Parnaíba, exatamente no dreno onde ocorre a captação de água para a distribuição na cidade.
Os contatos com esses herbicidas podem levar ao aumento do número de doenças como câncer, doenças de pele, de estomago, entre outros malefícios causados pelos agrotóxicos, como afirma a médica Hematologista Marcinda Araújo, que atua em pesquisas relacionando a ingestão indevida de agrotóxicos e os riscos à saúde.
O plantio industrial de arroz e os riscos para a saúde pública em Miguel Alves.
Fonte: Ocorre Diário
https://ocorrediario.com/crateras-ameacam-destruir-morro-da-torre-em-miguel-alves/



sábado, 25 de março de 2023

SOS MORRO DA TORRE

                 EROSÃO NO MORRO DA TORRE
     A voçoroca, também chamada de boçoroca, é um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão causados pela água da chuva e outras condições intempéricas em solos onde a vegetação é escassa.

No município de Miguel Alves/PI um caso de voçoroca tem chamado a atenção pelo seu acelerado agravamento nos últimos anos, sobretudo por ser uma área com ocupação humana, no bairro Vacaria e Matadouro, periferia da cidade.
As condições do solo sedimentar o torna altamente erodível, associado a condicionantes naturais como a geologia, relevo e clima, mais os condicionantes antrópicos, como a expansão urbana desordenada do município, infraestrutura e mau uso do solo por parte de atividades econômicas (pecuária extensiva e extrativismo, por exemplo).
Essas condições e o mal planejamento do poder público têm acelerado um processo que traz muita preocupação para as pessoas que moram na região. Há uma grande preocupação com a perda de vidas humanas, perdas materiais e outros problemas ambientais, como assoreamento total de rios, igarapés e reservatórios.

Atenção a todos!

Tragédia anunciada.

 

sexta-feira, 2 de dezembro de 2022

Poeta Richarle Tuira participou do III Encontro Literário e Ambiental DA APA DOS MORROS GARAPENSES de Duque Bacelar- MA

Foto: Torquato Oswaldo
Poeta Richarle Tuira participou do III Encontro Literário e Ambiental DA APA DOS MORROS GARAPENSES de Duque Bacelar- MA.
Foto: Francisco Carlos
III Encontro Literário e Ambiental de Duque Bacelar- MA
Escritor: Richarle Tuira, Frederico Rebelo- AML Presidente e Historiador:
Torquato Torres representando o município de Miguel Alves- PI.

sábado, 10 de setembro de 2022

Escritor Frederico Rebelo tomou posse na Academia de História dos Municípios Oriundos de Campo Maior Piauí- AHMOMCAPI

É  com muita alegria, uma imensa e renovada satisfação que  o Portal Miguel Alves, primeiro portal em notícias desse município e região,  registra, destacando e parabenizando  de forma muito especial, o ilustre miguelalvense, escritor, poeta,  memorialista, biógrafo e  genealogista, Frederico A. Rebelo Torres, que  tomou posse  na manhã de ontem, sábado,  10 de setembro de  2022, na Academia de História dos Municípios Oriundos de Campo Maior Piauí-AHMOCAMPI, tendo sido realizado o tão importante  evento literário, social e cultural no Espaço Cultural Martins Napoleão  no município de  União – Piauí,  por ocasião do II  Encontro da referida Entidade.

O miguelalvense Frederico Rebelo assumiu a Cadeira 11 patronímico Miguel de Sousa Borges Leal Castelo Branco Neto. O mesmo escritor é membro da UBE-PI, ALVAL, AMLH e AML. E tendo assumido em 2021 a Presidência da Academia Miguel-alvense de Letras.

A AHMOCAMPI tem como presidente Celson Chaves e na mesma oportunidade, também tomou posse a Doutoranda e Profa. Jayra Barros na Cadeira 17 – Patronímico Genú Morais.

  PERFIL BIOGRÁFICO E PROFISSIONAL DO ESCRITOR FREDERICO REBELO


Frederico A.  Rebelo Torres  –  Natural do município de Miguel Alves -PI,  filho do casal: Contador  Luiz Gonzaga Torres Pinheiro(in memoriam)  e Teresinha Oliveira Rebelo  Pinheiro. Casado  com   Maria da  Conceição Sousa  Furtado,  e desta união, o casal tem dois filhos: Primogênito Luís Gonzaga Torres Pinheiro Neto e  Maria Ísis  Saint Clair Furtado Rebelo Torres.

 FORMAÇÃO ACADÊMICA:

  • Técnico em Contabilidade,
  • Bacharelando em
    Ciências Contábeis,
    5º período, FAEL- faculdade da
    lapa, São Paulo.(2020).
  • Curso superior sequencial de
    formação
    especifica em Direito Penal –
    UESPI 17.03.1999
    (INCOMPLETO).
  • Curso :Tribunal do Júri ,
    Fundação
    Fco Gomes , 2001.
  • Curso básico nível I e II,
    Cursão colégio, 1989
  • Curso auxiliar de escritório,
    Secac, 1988

ATIVIDADES PROFISSIONAIS:

  • EMPRESÁRIO CONTABIL ,ECCON, 2005.
  • Profissional Liberal .
  • Contador autônomo, CONSULTOR 2005 –
  • Sindicato dos Contadores, sócio desde 2021.
  • Conselho Regional de Contabilidade – PI /FEDERAL, desde 2005.
  • Prefeitura municipal de Coelho Neto- MA Fiscal de tributário. 2012 .

PARTICIPAÇÕES e/ou GESTÃO DE INSTITUIÇÃO CULTURAL:

  • Ocupante da Cadeira 24 da Academia de Letras do Vale do Longa, 22.10.1996.
  • Vice – Presidente da Academia de Letras Vale do Longa de23.09.2004 a 11.05.2005.
  • Presidente da Academia de Letras Vale do Longa de 12.05.2005 a 23.09.2005.
  • Sócio da União Brasileira de Escritores – UBE .10.05.2005
  • Presidente pro-tempore da Academia Miguel-alvense de Letras , 27.05.2021
  • Tesoureiro da sociedade recreativa Miguel-alvense de 1995 a 1996
  • Indicação e Aprovação do Nome para ALB e CONALB – Academia de Letras do Brasil e Conselho Nacional das Academias de Letras do Brasil. e assumir, em sua Região
  • (http://www.academialetrasbrasil.org.br/acadlvallong.htm )
  • Recém  – empossado   para ocupar uma cadeira  na AMOCAMPI – Academia de História dos Municípios  Oriundo de Campo Maior -PI.

Fonte: Portal Miguel Alves