sexta-feira, 12 de abril de 2013

Curiosidade: Você sabia que o maior goleador do futebol nordestino que foi apelidado de “Pelé do Piauí” é natural de Miguel Alves?

Nascido dia 07 de março de 1948 no povoado Matões, município de Miguel Alves, interior do Piauí, o meia-atacante Simão Teles Bacelar (Sima) começou sua carreira no Piauí, em 1966. Ainda criança foi para Teresina, onde fixou residência. Antes de deslanchar no futebol profissional, Sima disputou o I Torneio Intermunicipal defendendo a Seleção de Barras e terminou como artilheiro principal do certame, com 12 gols, em 1967. A partir de então despontou como um dos maiores goleadores do país. Conquistou com o time os Campeonatos Piauienses de 1967, 1968 e 1969. Foi ainda o artilheiro do campeonato nas duas últimas conquistas e ainda em 1970 e 1971. Em 1969 passou um mês no Sport, em período de teste, mas jogou apenas uma partida e retornou para o Piauí. Em 1971 foi emprestado ao Moto Club, sendo vendido no mesmo ano para o Bahia, transferiu-se em 1973 para o Tiradentes, onde conquistou o bicampeonato piauiense em 1974 e 1975, sendo de novo o artilheiro do campeonato nas duas ocasiões. Ainda foi um dos titulares do elenco do primeiro time a representar o Piauí em um Campeonato Brasileiro, em 1973.
Simão Teles Bacelar,natural do município de Miguel Alves, Piauí o Pelé do Nordeste. Quando chegou ao Ríver, em 1977, foi, de cara, campeão e artilheiro disparado do Campeonato Piauiense de 1977, quando não foi expulso nem sequer tomou um cartão amarelo ao longo dos três turnos. Seus 33 gols no torneio fizeram dele o maior artilheiro dos estaduais do Brasil naquele ano e fez muitos na torcida do time acreditar que ele teria uma chance na Seleção Brasileira. Não teve, mas seguiu fazendo seus gols, incluindo sete no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1977, quando renovou contrato apenas no dia da estreia do time, graças à movimentação de empresários de Teresina, que não queriam ver seu artilheiro sair e ajudaram o clube a fazer uma proposta mais próxima do que o atleta pedia. Dos seus sete gols, quatro foram marcados naquele primeiro jogo, contra o América de Natal, o que o tornou “o grande assunto do dia” no Piauí, segundo o jornal Folha de São Paulo. “Foi um ano de ouro e meu melhor momento no futebol”, admitiria, anos depois. Nos anos seguintes, viria a se tornar o maior artilheiro da história do Ríver, com 185 gols. Também passou a só assinar contratos se ganhasse um carro 0km como luvas e seu salário fosse o maior do futebol no Piauí.
Sima atuando pela equipe do Tiradentes – PI na déc. de 70. Foto histórica da Revista Placar. Conquistou ainda os Campeonatos Piauienses de 1978 e 1980 com o Ríver, assim como a artilharia em 1978 e 1979. Neste último, voltou no início do segundo turno de um empréstimo ao Leônico, da Bahia, e ajudou a acabar com uma má fase do time, incluindo uma goleada por 12 a 2 sobre o Auto Esporte. Em 1978 e 1979 tinha sido mais uma vez artilheiro do Piauiense. Entre 1981 e 1982 passou por Ferroviário (1981) e Sergipe (1982), mas voltou ao Ríver para o Campeonato Brasileiro de 1982, em que foi apresentado como a grande novidade do time. A campanha foi péssima, com oito derrotas em oito jogos, mas Sima marcou quatro dos seis gols do time, incluindo dois contra o Botafogo no Maracanã. Mais tarde, ainda naquele ano, defenderia o rival Flamengo.
Sima (agachado, o segundo da esqueda para direita) e o Galo campeão piauiense em 1977 (Foto: Arquivo) Depois de mais uma breve passagem pelo Ríver, chegou ao Auto Esporte em 1983 e, já veterano, passou a dar-se bem também como marcador do meio-campo adversário[10], conquistou o Campeonato Piauiense de 1983, quando conquistou sua última artilharia de campeonato, com 22 gols, e participou da primeira campanha do clube no Campeonato Brasileiro, em 1984. De volta ao Piauí, ganharia ainda o 1985, sendo o artilheiro do time, com oito gols. No total, foi dez vezes campeão piauiense e conquistou também dez artilharias. Como era sempre o destaque do time piauiense que porventura defendesse em Campeonatos Brasileiros, não poderia ser diferente em 1986, com o Piauí: marcou três dos cinco gols do time na péssima campanha (uma vitória, um empate e seis derrotas).
Na sua trajetória de conquistas, Sima ostenta até hoje a marca de recordista em número de títulos e artilharias no Campeonato Piauiense. Em 21 estaduais disputados no Piauí, o atacante natural de Miguel Alves foi artilheiro em 10 oportunidades e campeão outras 10 vezes. Os recordes de Sima, no entanto, não se limitam ao futebol piauiense. É dele uma marca única tanto em nível local quanto em âmbito nacional: nenhum outro jogador no futebol brasileiro conseguiu a façanha de ser o principal artilheiro da história de três clubes. Em 21 anos de carreira, o Pelé do Bariri tornou-se o maior goleador do River (185 gols), Piauí (156 gols) e Tiradentes (93 gols).
Sima é o maior artilheiro e maior ídolo da história
do River-PI (Foto: Arquivo) Durante as mais de duas décadas de carreira no futebol, Sima fez mais gols do que monstros consagrados como Careca, Leônidas, Serginho Chulapa e Heleno de Freitas. Com seus 550 gols, o piauiense só fica atrás de Pelé, Romário, Zico, Roberto Dinamite, Cláudio Adão, Friedenreich e Dadá Maravilha quando o assunto é balançar as redes.
O Governador Wilson Martins fazendo a entrega da placa e diploma ao maior artilheiro do futebol piauiense, Sima (Foto: Severino Filho). Assim como Toinho, depois que pendurou as chuteiras, Sima também voltou ao campo de terra batida do Bariri. Hoje, com mais de 60 anos, ele continua a bater sua bolinha e marcar seus golzinhos no berço do futebol amador de Teresina.
Fora do Piauí, não teve grande destaque. Ele sabia que era no Piauí que se dava bem. “Fui infeliz”, contou em 1985. “Em outros estados não recebi o apoio que esperava e passei por problemas pessoais. Ainda assim, conquistou o Sergipano de 1982 com o Sergipe.
Os 529 gols que marcou ao longo de sua carreira credenciam-no como um dos doze maiores artilheiros brasileiros em todos os tempos — levantamento do livro Grandes Clubes Brasileiros, de Marcelo Migueres e Celso Dario Unzelte, entretanto, credita a ele 530 gols —, mas ele proclamava ter feito muito mais — em 1986 ele contabilizava 880 gols, o que faria dele o maior artilheiro brasileiro em atividade então. Em 1977, por exemplo, dizia que já tinha marcado 555 gols.
Em 1985 a conta tinha aumentado para 867. Pelas suas contribuições ao futebol piauiense, nesse mesmo ano foi agraciado com a comenda da Ordem do Mérito Renascença, mais alta condecoração do estado, pelo governador Hugo Napoleão. Pesquisa do jornalista Severino Filho para o site AcessePiauí mostra que Sima é ainda o maior artilheiro do futebol piauiense, com 265 gols marcados entre 1966 e 1987, quando encerrou a carreira pelo Ríver, 180 gols à frente dos segundos colocados.Sem nunca ter sido expulso ao longo dos 565 jogos que disputou em sua carreira, ganhou o Prêmio Belfort Duarte em janeiro de 2000, dado aos atletas que nunca foram punidos pela Justiça Desportiva e que já pleiteava desde 1977.
Depois de mais uma breve passagem pelo Ríver, em 1987, pendurou as chuteiras, aos 39 anos. Hoje trabalha como instrutor de futebol em escolinhas da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer da prefeitura de Teresina.
Sima é conhecido no Piauí como a “Lenda Viva” do futebol e como o nordestino mais injustiçado da história pela seleção brasileira que disputou a Copa do Mundo de 1978. Ele está também na lista dos 20 maiores artilheiros do mundo, segundo a Fifa. Sima, segundo dados do pesquisador, o jornalista Severino Filho, é ainda o maior artilheiro do futebol piauiense, com 265 gols marcdados entre 1966 e 1987, quando encerrou a carreira pelo Ríver, 180 gols à frente do segundos colocado, Valdinar com 85 gols (entre os anos de 1954 e 1963).
Em toda a carreira como profissional, incluindo jogos oficiais e amistosos, soma 550 gols, o que lhe dá a condição de maior artilheiro do Norte/Nordeste do Brasil. Por nunca ter sido punido pela Justiça Desportiva, foi distinguido pela CBF com o Prêmio Belfort Duarte, conferido aos atletas mais disciplinados do país.
Listagem de gols (incompleta)
Clubes e Gols
River (1977 a 1983 e 1987)…………………….. 185
Piauí (1966 A 1971 E 1984 A 1986)…………….156
Tiradentes (1973 a 1976)………………………… 93
Auto Esporte (1983/1984)………………………..30
Ferroviário-Ce (1981)……………………………… 12
Seleção de Barra-PI………………………………… 12
Flamengo-PI…………………………………………. 10
Moto Clube-Ma……………………………………… 09
Bahia…………………………………………………. 09
Seleão Piauiense…………………………………… 04
Seleão da Agpi……………………………………… 04
Sergipe-Se………………………………………….. 02
Seleção Prata de Casa-PI…………………………. 02
Leôncio-Ba………………………………………….. 02
Seleção de Teresina……………………………….. 01
T o t a l: …………………………………………… 529

Sima (camisa 10, em pé, o 3° da direita para a esquerda) e Toinho (à paisana, em pé, entre os camisas 4 e 18) (Foto:Arquivo Pessoal/Luís Alberto da Rocha) Números de Sima em Brasileiros da Série A
Campeonatos disputados: 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1981, 1982, 1984, 1986 e 1987.
Total de jogos: 138 partidas disputadas.
Vitórias: 36; empates: 37; derrotas 65.
Gols marcados: 52.
Clubes que mais enfrentou: América/RN, Botafogo/RJ e Ceará/CE, todos em sete ocasiões.
Homenagens
Entre outras homenagens, Sima já foi condecorado com a Ordem do Mérito Renascença do Piauí, no grau de Cavaleiro (pelo Governador Hugo Napoleão, em 1985) e com a Medalha do Mérito Conselheiro Saraiva (pelo Governo Municipal). Em 1996 recebeu o Troféu Nacional Bola de Ouro, em Salvador, pela sua trajetória no futebol. No ano 2000, numa promoção da TV Cidade Verde, que recebeu expressiva votação popular, Sima foi escolhido a Personalidade do Século XX no segmento do esporte. No ano de 2006, a Empresa Correios e Telégrafos (ECT) do Piauí, homenageou Sima e mais doze personalidades com serviço prestado ao futebol piauiense, com Selo de lançamento da Copa do Mundo daquele ano.
Para comemorar os 60 anos de Zico aconteceu nesta última quinta-feira,(21/03) a partir das 20h30, no Estádio Albertão jogo festivo com Zico e Simas.
Zico e Sima são dois dos maiores artilheiros do país, contemporâneos, e que já se enfrentaram várias vezes em partidas oficiais. Em Teresina, Zico jogou três vezes de forma oficial pelo Flamengo contra times do Piauí. Em duas oportunidades, Sima esteve do outro lado defendendo a camisa do Tiradentes-PI. Os dois tinham estado frente a frente pela última vez em 2011, quando o ex-camisa 10 da Gávea realizou um amistoso com seus amigos na capital piauiense.Os torcedores que compareceram ao Albertão na noite desta última quinta-feira não os viram mais em pleno vigor físico, até porque ambos já são sessentões. Sima completou 65 anos no dia 7 de março, enquanto Zico chegou aos 60 anos no dia 03/03.
Sima, maior artilheiro do Norte e Nordeste, teve reencontro com Zico nesta última quinta-feira(21/03).

Fontes: (Foto: Regis Falcão/CCom) / Arquivo Fontes: Arquivo Campeões do Futebol e www.riverac.com.br





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